A Associação das Termas de Portugal está a desenvolver programas direcionados para a recuperação dos doentes afetados pela doença causada pelo SARS-CoV2, com uma equipa “composta por reputados médicos especialistas em hidrologia médica e nas áreas de maior incidência de patologias resultantes de sequelas pós-Covid-19”, informa João Pinto Barbosa, secretário geral da Associação Termas de Portugal (ATP), em declarações ao Jornal i.
A procura de bens e serviços turísticos e de saúde foi impulsionada pela pandemia, nomeadamente de “destinos desmassificados no interior do país”, de “destinos e momentos de lazer em contacto com a natureza”, assim como “em unidades de alojamento turístico de menor dimensão”. Assim, as estâncias e os territórios termais reúnem condições para se posicionarem como um destino seguro e saudável.
Apesar da maioria dos pacientes recuperar totalmente da doença, cerca de 10% evidenciam queixas sistémicas, respiratórias, neurológicas, vasculares, cardíacas e gastrointestinais, segundo dados da Organização Mundial de Saúde. É neste sentido que a ATP está a preparar um conjunto de procedimentos que visão dotar as termas de condições específicas para receber e dar resposta aos doentes com síndrome pós-Covid-19.
João Pinto Barbosa acrescenta ainda que as “águas minerais naturais, genericamente apelidadas também de águas termais, têm propriedades terapêuticas reconhecidas oficialmente e validadas cientificamente para tratamento de patologias crónicas diversas, entre as quais as alergias respiratórias e dermatológicas, reumatismos e outras patologias músculo-esqueléticas, patologias do aparelho digestivo, doenças metabólicas entre outras”.
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